Saborear Portugal e celebrar a vida!

A competitividade de Portugal no contexto do turismo mundial é diretamente proporcional à valorização da sua oferta. É justo assinalar que somos cada vez mais procurados e reconhecidos pelo nosso produto turístico plural, qualitativamente distintivo nas suas diferentes declinações, entre as quais se afirma o turismo gastronómico e o enoturismo. Não sem razão, a gastronomia e os vinhos combinam com toda a pertinência como ativo qualificador da Estratégia Nacional para o Turismo 2027. A procura concretamente suscitada por estes argumentos do nosso produto turístico é um dado expressivo e mensurável: no TOP 10 dos mercados emissores a nível mundial, a oferta gastronómica e enoturística está já entre as quatro razões que motivam as pesquisas sobre Portugal como destino de viagens. Gostaria de sublinhar que a diversificação da oferta turística por esta via permite direcionar visitantes para regiões de menor densidade, com todas as vantagens que daí decorrem em termos desenvolvimento das economias locais, condição indispensável para esbater a sazonalidade. Acresce, ao avaliarmos objetivamente os efeitos indutores da gastronomia, que muitas outras fileiras aproveitam a dinâmica em curso, da agricultura ao mar, do têxtil à cerâmica, incluindo a própria indústria de cutelaria. Uma dimensão catalisadora que, naturalmente, ganha peso maior quando os argumentos da oferta turística se estendem ao enoturismo.  Vale por dizer que Portugal emerge e releva como destino gastronómico e enoturístico. Um destino que sabe captar e surpreender turistas ávidos de experiências autênticas e reveladoras da boa mesa e de uma carta de vinhos de exceção. Assim acontece em diferentes cenários, num restaurante de alta gastronomia, numa tasquinha, num festival de street food, num sem-número de eventos que pontuam os nossos territórios. As Confrarias gastronómicas têm, aqui, obra feita e uma palavra a dizer. Uma palavra sábia e eloquente na defesa da autenticidade de tudo aquilo que, neste capítulo, torna o nosso país um destino vivamente apetecível, onde o melhor da tradição liga bem com as tendências contemporâneas e os desafios do futuro sustentável. Com tudo isto nos identificamos e nos mobilizamos, desde logo no pensamento estratégico e nas ações concretas que abrem caminho a Portugal no seu propósito de liderar o turismo do futuro. O turismo ancorado nos três pilares da sustentabilidade (económico, social e ambiental), que convida a saborear experiências memoráveis e a celebrar a vida! Carlos Abade Presidente do Turismo de Portugal

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