Opinião

A evolução da gastronomia e o papel das confrarias

Recordo o surgimento da Confraria das Tripas à Moda do Porto, que celebra no mês de junho 23 anos! Nascida da vontade de várias figuras, entre as quais destaco algumas que já não estão entre nós, como o seu primeiro presidente, Paulo Valada, que num almoço na ANJE, apoiado por Emídio Peres, pai da nutrição em Portugal, a fez acontecer. E isto em contraponto ao que os tempos profetizavam como o fim das Tripas à Moda do Porto, depois de instalada a confusão da doença das vacas loucas no ano de 1998. Deram-lhe ânimo, também, o saudoso Daniel Serrão, Manuel Serrão, Souza-Cardoso, e, claro, o apoio da Unisnhor, na pessoa de António Condé Pinto. Poderia esta confraria ter terminado pouco tempo depois da sua fundação, já que o seu primeiro líder não foi capaz de unir esforços para concretizar eventos que era urgente levar a cabo. Assim, reunimos no hotel Porto Palácio os vice-presidentes e, como num golpe de Estado, fizemos um ultimato ao primeiro presidente, que acabaria por se demitir. Seguiram-se-lhe o Senhor Pacheco, José Osório, Maria do Céu Pinto, eu próprio, Alberto Lemos e Manuel Moura. Diz-nos São Josemaria: “Nunca duvides dos pequenos inícios, um dia fizeram-me ver que as sementes que dão ervas anuais pouco diferem das que dão árvores centenárias”. Nunca duvidei! E esta confraria cresceu, mostrando que a nossa atitude, a nossa determinação e a nossa vontade cumpriam o objetivo a que nos tínhamos proposto: elevar o ex-libris da gastronomia portuense ao lugar que merecia. Passamos a fazer os nossos capítulos no local mais prestigiante da nossa cidade, o Palácio da Bolsa. Muito consideraram pretensioso, um local demasiado luxuoso. Eu sempre achei que devemos nivelar tudo por cima, e tive razão. Foi assim que conseguimos afirmar esta confraria como um símbolo não só da cidade, mas também da gastronomia nacional. Começamos por fazer os primeiros jantares das últimas quartas-feiras na Baixa do Porto, alertando para a desertificação e o abandono a que políticas erradas tinham levado, deixando o Centro Histórico à mercê de marginais. Valeu a pena! Foram muitos os políticos, líderes de opinião, agentes de mudança que se juntaram a nós como oradores; todos os candidatos à Câmara Municipal do Porto viram a importância desta confraria, e desde os primórdios marcaram presença nas suas campanhas, num gesto que hoje é uma tradição. A Confraria das Tripas à Moda do Porto foi, também, inovadora na ação e na resposta necessária para mudar a inércia com que a sociedade do Porto vivia, longe das pessoas, sem um contacto direto com todos e para todos. Fê-lo através de um vasto rol de oradores de todos os quadrantes políticos, de todos os setores da sociedade, mantendo-se aberta para escutar vozes diferentes quer no pensamento, quer na forma de estar na vida. Recordo com saudade as galas do Infante Dom Henrique, que deixaram de se fazer, mas foram tantas vezes uma chamada de atenção para que Câmara Municipal e Governo olhassem para instituições e pessoas que estavam esquecidas e que, depois de terem sido homenageadas por nós, o foram por entidades do Estado. Foram exemplos os Albergues Noturnos do Porto, a escultora Irene Vilar, o poeta Albano Martins, o bispo Dom Manuel Martins, Germano Silva, Helder Pacheco, Júlio Resende, Miguel Vieira, o maestro Manuel Ivo Cruz, Alcino Soutinho, Zulmiro de Carvalho… Um conjunto de ilustres tripeiros que esta Confraria homenageou, em cerimónias que devem orgulhar-nos pela forma tão elevada como foram organizadas. É, pois, para mim um enorme orgulho pertencer a esta Confraria e sentir que deixei uma marca nos dez anos em que, dia após dia, a vivi (ainda mais) intensamente. Como bem sabem, sempre com um só desejo: que as Tripas à Moda do Porto não fossem olhadas como um “mero” prato tradicional, e sim como a demonstração palpável do que é ser portuense, da nossa capacidade de nos darmos, de nos reerguemos, de nos recriarmos. Estes objetivos são, hoje, alguns dos que devem continuar a pautar esta confraria: a proximidade, a importância de manter a tradição, o não deixar esquecer esta receita… Mas hoje apresentam-se-lhe outros desafios que são urgentes. Um deles é a capacidade de chamarmos gente jovem; precisamos de dar um novo rumo à confraria, que passa pela valorização da própria receita, mas também por mostrar aos mais jovens que não pode haver futuro sem fortes raízes no passado. Hoje, é urgente falarmos de proximidade, do retorno à Terra, do respeito pelo meio ambiente, de nos afirmarmos como pessoas que estão atentas às transformações climáticas, capazes de olhar para a gastronomia e reconhecer que não podemos continuar nesta exortação a uma alimentação que não só desrespeita os princípios básicos da nutrição, mas também destrói o planeta. Compete às confrarias alertar para que deixem de se usar alimentos cuja pegada ecológica é enorme e irreversível – veja-se, por exemplo, a produção massiva de soja para alimentar um crescente número de vegetarianos, que tem um impacto brutal na natureza através da destruição de florestas. Importa promover uma baixa do consumo de carnes e peixes que fazem viagens de milhares de quilómetros, com todo o prejuízo que o gasto de combustível acarreta para o planeta. Urge desmentir a existência de “superalimentos” divulgada por influencers armados em nutricionistas ou por coachs de pacotilha; alimentos que, na verdade, são as novas bruxas e feiticeiros do século XXI, como a quinoa, o abacate, as bagas de goji, o óleo de coco, o açúcar de coco, entre tantos outros. Importa, isso sim, promover cada vez mais os produtos de proximidade, mostrando que a alimentação de hoje deve assentar nas mesmas premissas do passado: biodiversidade, sazonalidade e proximidade. Basta de enaltecer em capítulos gastos e cansativos o gosto estranho pelos tempos da fome, como os que assistimos em algumas confrarias, num saudosismo bizarro de “pobrezinhos, mas felizes”, gabando um passado que não deixa saudades. As confrarias devem estar ao lado da luta dos agricultores, que vivem momentos desesperantes pela imposição de uma Agenda Verde sem qualquer sentido, emanada por uma União

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A Madeira e a sua identidade gastronómica

Quero, em primeiro lugar, agradecer o amável convite que me foi dirigido e, em meu nome e da Região Autónoma da Madeira, saudar, na pessoa do Alcides Nóbrega – Presidente da Federação Portuguesa das Confrarias Gastronómicas e da Confraria Enogastronómica da Madeira, – todos os membros das confrarias que, de norte a sul do país, incluindo Regiões Autónomas, prestam, com o seu trabalho, um serviço inestimável, não só à sua comunidade e região, mas também ao país. É inquestionável o valor da gastronomia, enquanto elemento identitário de uma comunidade, de um povo, porquanto esta nos revela acerca dos seus recursos e da sua economia, dos seus saberes e modos de fazer ancestrais, da sua cultura e história. Julgo ser relevante sinalizar, não só a indissociabilidade, como também a importância do que se encontra a montante da nossa rica e diversificada gastronomia. Falo, naturalmente, dos nossos produtos agrícolas e frutícolas, da nossa pesca, pecuária e dos seus produtos derivados e, não menos importante, dos nossos vinhos. Não há promoção ou salvaguarda, dinamização ou divulgação do nosso património gastronómico sem a defesa da nossa produção e dos nossos recursos, com sentido prospetivo, ou seja, antecipando, aquelas que devem ser as respostas e as soluções para os desafios que hoje se colocam a cada comunidade e à nossa sociedade. Neste âmbito, a Madeira, não obstante o facto de produzir produtos de altíssima e reconhecida qualidade, apresenta, no que concerne à sua agricultura, características muito próprias e bem vincadas, que moldaram durante séculos uma produção quase sempre de subsistência. Falo-vos do nosso território, cuja orografia forçou o engenho e a força do homem a desenhar na paisagem pequenas parcelas de terreno em socalco armado em pedra de basalto. Hoje, felizmente, a atividade não se coaduna com uma prática de subsistência, pelo que, a atratividade do setor decorre em grande medida da capacidade de gerar rendimento. Neste contexto, estou certo de que a Região Autónoma da Madeira tem desenvolvido, nos últimos anos, de forma concertada, com resultados significativos e mensuráveis, políticas, no sentido de promover essa atratividade, em particular junto dos mais jovens. A Madeira e o Porto Santo vêm apresentando um número crescente de jovens empresários, com formação e conhecimento, que dotam as suas produções de meios tecnológicos e computacionais, assegurando, por essa via, o incremento da qualidade e quantidade produzidas, a diminuição de custos e, em última análise, a maximização do rendimento. Para tal, tem sido fulcral a formação assegurada pela Escola Agrícola da Madeira, o acompanhamento in loco dos técnicos da Direção Regional de Agricultura e Desenvolvimento Rural, os apoios à modernização das explorações agrícolas, com recurso a fundos europeus, através do Programa de Desenvolvimento Rural da Região Autónoma da Madeira. Concorre igualmente o investimento em novos caminhos agrícolas, os planos estratégicos delineados para um conjunto significativo de produtos regionais e a sua diferenciação assente no produto “Marca Madeira”, assim como o crescimento de vários setores da indústria, que vem consolidando um percurso que nos aproxima da meta da autossuficiência. Em suma, o património gastronómico que nos foi legado, objeto da prestimosa atividade das confrarias, está e estará sempre dependente da visão e da ação num mundo em acelerada e profunda transformação. Miguel Albuquerque Presidente do Governo Regional da Madeira

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Hábitos alimentares mais sustentáveis

A gastronomia é uma das mais poderosas e vivificantes expressões de cultura. O que comemos, como comemos, onde comemos e com quem comemos dizem muito sobre a identidade cultural de um país, região ou cidade. Por isso, a afirmação do património identitário de uma comunidade depende, em boa medida, da capacidade de preservação e valorização dos seus hábitos alimentares e da sua tipicidade gastronómica. A maneira de ser, pensar e agir dos portuenses deve muito aos rituais e prazeres da mesa. O carácter muito próprio desta cidade foi historicamente construído sobre uma forte cultura gastronómica e enraizadas dietas alimentares. Basta pensar como as tripas são um fator identitário da cidade e dos portuenses, que ganharam o epíteto de “tripeiros”. Tudo isto para dizer que o papel das confrarias na preservação, promoção e valorização do património gastronómico português vai ao encontro da mundividência do Porto. Somos uma cidade de bem comer, que gosta de estar à mesa e tem orgulho na sua cozinha tradicional. Devo, pois, felicitar a Federação Portuguesa das Confrarias Gastronómicas pelos nobres propósitos que prossegue, as relevantes iniciativas que desenvolve e o impacto sociocultural da sua atividade. Este é, aliás, um tempo de grandes desafios para a gastronomia. Muitos dos mais preocupantes problemas ambientais, em particular as alterações climáticas, se devem à alimentação. A pecuária é uma das grandes responsáveis pela emissão de gases com efeito de estufa, enquanto a agricultura intensiva acelera a desflorestação, a degradação dos solos e recursos hídricos, a perda da biodiversidade, entre outros impactos. Enquanto cidadãos de um país com uma enraizada cozinha tradicional somos, por isso, confrontados com um sério dilema: como salvaguardar a nossa gastronomia típica sem comprometer o esforço para salvar o planeta? Perante isto, as confrarias têm um contributo a dar na compatibilização da nossa gastronomia com a necessidade de tornar os hábitos alimentares mais sustentáveis. É esta a resposta que hoje, mais do que nunca, esperamos das confrarias gastronómicas. Rui Moreira Presidente da Câmara Municipal do Porto

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Compromisso de Honra

Aprovado em 2008 em reunião do Conselho Geral da Federação Portuguesa das Confrarias Gastronómicas Portuguesas, o “Código de Ética”, compromisso de honra, um dos momento altos dos capítulos, onde se obriga na sua entronização a respeitar normas enquanto membro, a confraria enquanto instituição defensora de valores humanistas, fraternidade, lealdade, herança cultural, mas também os produtos da terra, as receitas antigas, a destreza técnica, as tradições e memórias de um legado patrimonial de valor incomensurável. Nas últimas décadas nasceram em Portugal dezenas de confrarias fundadas em pilares identitários dos produtos da terra, de ingredientes e receitas genuínas, nas tradições e hábitos locais com objetivo maior pela defesa, preservação e manutenção do seu património. As confrarias, por razões e emoções, devem ser verdadeiras guardiãs de memórias e tradições, da cultura gastronómica, resistentes às invasões de hábitos alimentares estranhos, à sua adulteração e à degradação silenciosa a que todos assistimos, impiedosamente. Hoje, por juízos, as confrarias não fazem trabalho de casa na formação dos seus membros, divulgam mal os seus produtos, ignoram a riqueza do seu território. As confrarias perderam o seu verdadeiro e intransigente papel na defesa daquilo pelas quais foram fundadas. Como entender a ementa de um capítulo ou outro evento gastronómico que não seja promovida a receita ou produtos identitários pelos quais fizeram nascer a Confraria? Não se entende que num evento promovido por uma Confraria não haja intervenção sobre a história do prato, muitas vezes mal confecionado, sem que ninguém se prenuncie. A ausência de capacidade crítica nestes eventos torna-nos cúmplices da confeção incorreta, em contraponto com o juramento de compromisso de honra. Porque será que os jovens não aderem ao que andamos a fazer? Percorrer o país em romaria, pendurar o pin da lapela da celebração de mais um capítulo, exibir belas fotos, ostentar os trajes, sem ter a preocupação de conhecer a história e o receituário local, sem apreciar e saber o que se põe no prato é verdadeiro, ou falso, muitas vezes acompanhado com garrafas de Seven Up ou Coca Cola, é muito mau exemplo. A Confraria Terras de Vimaranes foi fundada por razões justificadas que nos transmitem preocupações justas às quais há necessidade de encontrar soluções. É um projeto plural, de coesão territorial, inclusivo, onde cabem todos quantos defendem a autenticidade dos produtos e receitas, os registos de memórias e tradições, dos lugares e das pessoas tendo sempre presente que estes são a nossa maior riqueza. Ao fim de cinco meses de vida realizamos o primeiro ato eleitoral. Nos seus corpos gerentes estão três presidentes de junta. São membros da Confraria 12 presidentes de junta que representam 17 freguesias do nosso território. É nesta base de proximidade e de ligação umbilical à terra que assentam os pilares do nosso trabalho; registos de memória, realização de concursos gastronómicos, premiar o melhor e os melhores, reunir os órgãos sociais com regularidade, distribuir pequenas tarefas, incluir os jovens; promover os produtos da terra em quintas em harmonização com o receituário local, a alquimia da cozinha no prato. No fim de semana de 31 de maio e 2 de junho de 2024, vamos realizar o “I Vinhos Vimaranes”, um encontro com produtores, com o propósito de divulgar e promover os vinhos da região, num verdadeiro serviço cívico com pulsar afonsino, dedicada à comunidade. No âmbito deste evento, vamos realizar o nosso segundo Capítulo. Portugal tem um património alimentar inestimável, a natureza, o mar, os rios, os produtos da terra, os vinhos, os doces conventuais, a gastronomia, a hotelaria, a restauração, fazem do nosso território um lugar mágico. Há uma necessidade imperiosa da união de todos quantos amam este património. Unir o movimento confrádico à mesa em torno de objetivos concretos de formação e valorização com as mulheres, os jovens e todos os que se interessem verdadeiramente por aquilo que nos une; a gastronomia, património imaterial da humanidade, como importante pilar de desenvolvimento económico e social e na afirmação e identidade de um povo secular. Mário Moreira, Cozinheiro Presidente da Direção da Confraria Terras de Vimaranes

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Confrarias: Guardiãs da nossa cultura, tradições e identidade nacional

As Confrarias são extremamente importantes na defesa da nossa cultura e história. Representam a vontade inabalável de alguns, em manter tradições ancestrais e produtos únicos, que são marcas por vezes esquecidas do nosso país. O vosso esforço pessoal na preservação, divulgação e promoção do nosso património imaterial, permite-nos ter a confiança que as gerações futuras, terão memória e irão continuar a valorizar as nossas tradições e cultura. As confrarias têm, deste modo, a honra de combinar tradição com a visão inovadora do Marketing necessário para que, os nossos e vossos territórios, se continuem a afirmar na sociedade de hoje. São as guardiãs daquilo que nos define como povo e até, permitam-me afirmar, como comunidade e país. As confrarias continuam, com orgulho, a escrever os “capítulos” dos nossos produtos e tradições. Em boa hora o Encontro Nacional das Confrarias Portuguesas de 2023 é subordinado ao tema da Gastronomia Portuguesa, pois os nossos hábitos e costumes de alimentação são algumas das condições mais significativas e diferenciadoras da identidade do nosso povo e da nossa cultura. O mérito e o saber fazer da sua restauração, permitiu que a Guarda fosse declarada destino Gastronómico de 2022, permitindo que esta distinção seja uma oportunidade única para a divulgação do valor da gastronomia do nosso território e dos seus produtos endógenos. Num mundo atual cada vez mais centrado no EU, as confrarias permitem a socialização e a formação de uma identidade comunitária, promovendo a entreajuda e o desenvolvimento de relações pessoais entre os seus membros. Nos dias de hoje, muito se fala em networking, esquecendo por vezes que as confrarias foram pioneiras a colocar em prática os preceitos do trabalho em rede entre os seus membros e as mais diversas organizações e instituições. Subestimar o valor acrescentado que o seu abnegado trabalho traz às nossas comunidades, seria um erro que não podemos nem devemos cometer. A nossa sociedade necessita do seu saber em prol da nossa cultura e tradições que devemos apoiar e incentivar cada vez mais, quer seja a título pessoal ou institucional. Nós na Guarda tudo faremos, na medida das nossas possibilidades, para contribuir e destacar o seu prestimoso papel na sociedade atual. Sérgio Costa Presidente da Câmara Municipal da Guarda

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Gastronomia portuguesa “é um dos baluartes do nosso país”

A gastronomia portuguesa é um dos baluartes do nosso país e é um ativo que todos devemos preservar e valorizar. Neste particular, as confrarias desempenham um papel fundamental na promoção deste sector de atividade, tanto a nível nacional, assim como nos principais mercados internacionais. A Federação Portuguesa de Confrarias Gastronómicas tem prestado um serviço público de excelência e merece o meu total reconhecimento pela dinâmica que tem aplicado nos diferentes projetos, pelo trabalho desenvolvido ao longo dos tempos e, simultaneamente, para o fortalecimento da coesão do nosso território. A gastronomia é uma ferramenta essencial para a promoção dos territórios no sentido de tentar captar mais visitantes e que cada vez mais pessoas tomem a decisão, com base em toda a informação disponibilizada, de conhecer regiões, de passar férias ou fins-desemana e consumir os produtos e iguarias locais. Este é um dos grandes fatores de desenvolvimento turístico em toda a Europa e muito especialmente no nosso país, onde nos afirmamos além-fronteiras pela nossa reconhecida qualidade. Desde a primeira hora que em Braga nos assumimos como um parceiro ativo e cooperante junto dos agentes e instituições nas suas mais diversas áreas de atuação, tendo enorme proximidade com sector turístico, no qual é indissociável a vertente gastronómica. Este trabalho conjunto tem sido fundamental para atingirmos os padrões que desejamos para a nossa região e o Município de Braga está fortemente empenhado para que este sector contribua ainda mais para elevar o nome da Cidade a patamares de excelência. Com todas as competências demonstradas e com a colaboração ativa dos agentes locais, foi possível atingir o reconhecimento internacional de Braga. A comprovar esse reconhecimento, destaco a distinção de melhor destino europeu atribuído pelo ‘European Best Destiantion 2021’, assim como a terceira posição nacional nas dimensões Negócios e Viver, no City Brand Ranking, pela Bloom Consulting, que mostram que Braga está no caminho certo. De Braga para o mundo, continuamos de portas abertas a todos quantos nos procuram para investir, para trabalhar, para estudar, para visitar ou para viver. Ricardo Rio Presidente da Câmara Municipal de Braga

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